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Sobre a depressão...

Há alguns meses recebi o diagnóstico de depressão, o que fez o meu conceito sobre ela mudar completamente. Tudo é tão fácil de resolver quando o problema não é nosso, não é verdade? Sempre fui uma pessoa muito forte, não havia queixas no meu falar, meus problemas eram meus e de mais ninguém, porém como ninguém é de ferro eu também adoeci e no meu ponto de vista é uma das piores doenças que existe.  Quando alguém está morrendo com um câncer recebe dos que estão ao seu redor cuidados e palavras amigas, se possível promovem até a realização dos sonhos do doente, quando os sintomas aparecem é compreensível, logo é socorrido quando a dor insuportável vem e a morte do mesmo é dolorida porém compreendida. Com a depressão é diferente, quando os sintomas aparecem as pessoas criticam, quando a dor vem, elas desaparecem ou dizem "pensa positivo", sai dessa cama", " já vai começar?", como é horrível ter essa doença! Dói a alma, dói o corpo, é insuportável viver ...

Um novo olhar...

De azul: Eu (Imoni), ao meu lado Joana, de óculos Flaviana e Edilza ao seu lado. Há tempos não escrevo de forma mais pessoal, mas hoje desejo compartilhar com todos um pouco dos nossos momentos. Estamos vivendo dias de novidades e superação de desafios, dias de realização de sonhos.  Nasce de forma gradativa as Mães Coragem Indesistíveis, que é a soma do Movimento Mães Coragem com a Mãe Indesistível que sou eu. Muito mais que unir nomes estamos unindo um propósito, o de prestar auxílio as mães atípicas.  O Movimento Mães Coragem tem como idealizadora a Assistente Social e mãe, Flaviana Tertuliana, que é mãe de três, dentre eles uma menina e um menino com deficiência, há anos ela vem prestando assistência a mais de duzentas mães em Porto Velho - RO, assistência em forma de conselhos e informações, auxiliando-as na busca e conquistas dos direitos de seus filhos com deficiência.  Entrei no movimento em 2018 e hoje juntas estamos, com um propósito só: EMPODERAR E RESGATAR A M...

A Pessoa com Deficiência e o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana

1. Breves considerações acerca da dignidade da pessoa humana Em sua origem histórica, a ideia de dignidade,  dignitas , esteve associada à de  status , posição social ou a determinadas funções públicas. Dela decorriam certos deveres de tratamento. Dignidade, portanto, tinha uma conotação aristocrática ou de poder, identificando a condição superior de certas pessoas ou dos ocupantes de determinados cargos. Ao longo dos séculos, a dignidade incorporou-se à teoria dos direitos fundamentais, democratizou-se e assumiu uma dimensão igualitária. Assim, o reconhecimento e a proteção da dignidade da pessoa humana pelo Direito foram resultado da evolução do pensamento humano e seu conceito é encontrado na maioria das constituições redigidas após a Segunda Guerra Mundial. Pelo mundo afora, cortes constitucionais e internacionais têm apreciado casos de grande complexidade moral envolvendo o sentido e o alcance da dignidade da pessoa humana. Em sua compreensão atual, a digni...

Ansiedade infantil: por que precisamos ensinar as crianças a esperar

Será que estamos criando filhos cada vez mais impacientes? Entenda quais as consequências disso e o que você pode fazer para ajudar seu pequeno a ser menos ansioso. Sabe aquela clássica cena da família jantando no restaurante enquanto a única criança da mesa está completamente alheia à conversa, hipnotizada por algum desenho no celular? Ou então aquela de uma mãe morrendo de vergonha e colocando qualquer coisa no carrinho, só para o filho parar de espernear no meio do supermercado e ir logo para casa? Pois é, elas acontecem – e muito! Fazer birra é um comportamento normal das crianças, afinal, faz parte da infância testar os limites. A questão é que, com a tecnologia cada vez mais ao alcance das (pequeninas) mãos, a paciência está virando artigo de luxo. “Vivemos num contexto em que tudo se resolve muito rapidamente com apenas um clique. Os avanços tecnológicos fazem com que as crianças cresçam num mundo em que as coisas acontecem na hora em que elas querem. ...

A Solidão

São dez anos que já convivo com ela, ainda que cercada por gente me sinto sozinha, vivendo em um mundo a pá. Viver para cuidar dos filhos tornou-se sinônimo de "ser diferente" e ser diferente para a nossa sociedade é algo inaceitável. A cada dia essa diferença nos torna seres invisíveis. Onde quer que esteja a única coisa que as pessoas enxergam é " uma mãezinha", "coitadinha só vive para os filhos", " que cruz!", somos excluídas como se não pudéssemos fazer absolutamente mais nada, pois o fardo que carregamos é difícil demais, porém ninguém nunca nos pergunta se podemos ou não fazermos outra coisa... Vivemos desbravando absolutamente tudo para podermos sobreviver em um mundo exclusivista, afinal somos "mãezinhas especiais"! É necessário entender que dentro de cada mãe especial também existe um ser humano, uma mulher, passível a erros, a fraquezas e que tem inúmeras necessidades. Como todo ser humano precisamos respirar outros ares, ser...

Autismo em Meninas (Buscando retratos precisos de meninas com autismo)

Tradução livre do texto:  Seeking precise portraits of girls with autism Sutil e significativo. Em suma, estas duas palavras captam os sintomas de muitas meninas com autismo. Como muitos no meu campo, eu vi essa sutileza em primeira mão. Uma menina de 6 anos que conheci há vários anos parecia, no início, ter boas habilidades sociais. Ela respondeu apropriadamente quando eu me apresentei, elogiei minha roupa e educadamente respondi a todas as minhas perguntas. Foi só quando a vi novamente, alguns dias depois, que entendi as preocupações da família: ela fez aberturas quase idênticas, como se nossa interação fosse parte de uma peça que ela ensaiara. Eu também conheci uma adolescente com autismo que era muito inteligente. Por não poder se relacionar com as outras meninas de sua escola, ela começou a interagir exclusivamente com os meninos, cujos comportamentos sociais ela achou mais fácil de imitar. Ela ainda passou por um período de querer se tornar um menino, argumentando que ela pod...

“Pessoas com Síndrome de Down carregam a imagem de Deus”, diz Mestre em Teologia

Não temos como saber todos os planos de Deus, nem como Ele decide revelar a sua grandeza e soberania para nós, especialmente quando tal revelação surge através de coisas simples ou que para muitos parecem contraditórias. Esse é o caso de Corey Latta, um teólogo norte-americano que se viu desafiado à enxergar a imagem de Deus em seu filho, Augustus, com   Síndrome de Down . A dificuldade de Corey foi associar a imagem de Deus apenas ao nosso ideal sobre “perfeição” e “beleza”. Ele não havia tido a oportunidade de refletir o suficiente para entender que a noção de perfeição do Senhor vai muito além da nossa, em todos os aspectos: “Até então, a meu ver, a inteligência, a racionalidade e a linguagem eram um padrão de competência. Aqueles que eram mais capazes de demonstrar essas características, melhor refletiam a imagem de Deus. Mas Gus, com sua língua saliente, postura desajeitada e tentativas inarticuladas de falar, me trouxe novas perguntas”, disse ele ao portal...